somos briosa

somos briosa

domingo, 12 de julho de 2015

Viagem no Tempo: 2002-03 a 2010-11, nove épocas, oito momentos




Época de 2002 - 03

Em 23 de Agosto de 2002 a Académica estreou-se, de novo, na 1ª divisão (derrota com o Sporting por 1-0) iniciando um ciclo que já vai em 14 épocas consecutivas no principal escalão do futebol português.
 

Equipa de  2002-03 – De pé: Valeri, Pedro Roma, Dino, Dyduch, João Campos, Nuno Miranda. Á frente: Paulo Adriano, Marinescu, Tó Sá, Vital, e Pedro Hipólito.
 
Época de 2003 - 04

Em 29 de Outubro de 2003 realiza-se o primeiro jogo oficial no renovado Estádio Cidade de Coimbra tendo a Académica perdido por 3-1 com o Benfica.
 

29 de Outubro de 2003 – Primeiro jogo oficial no renovado Estádio Cidade de Coimbra.
 
Época de 2007 - 08

Em 15 de Dezembro de 2007 é inaugurada a Academia Dolce Vita, que passou a ser a estrutura sede do futebol da Académica.

 

 
 

Época de 2008 - 09


Em 18 de Janeiro de 2008 é apresentado no Estádio Cidade de Coimbra o livro Académica - História do Futebol da autoria de João Mesquita e João Santana. Uma obra notável, que em 2011 foi objecto de uma 2ª edição revista e actualizada, na qual se conta em 753 páginas a História da Briosa desde os seus primórdios até à época de 2010-11.

 
 

 
 
 



Na época de 2008-09 a Académica, orientada por Domingos Paciência, obtêm a melhor classificação dos últimos 25 anos na primeira liga, 7º lugar com 39 pontos, apenas igualada pela classificação alcançada em 1984-85, também o 7º lugar mas com 29 pontos.



Equipa de 2008-09 – De pé: Peskovic, Amoreirinha, Saleiro, Cris e Orlando. À frente: Tiero, Pedrinho, Nuno Piloto, Pedro Costa e Miguel Pedro.
Época de 2009 - 10

A Académica atinge a meia - final da Taça da Liga tendo sido eliminada pelo Porto ao ser derrotada por 1-0 em 18 de Fevereiro de 2010 no Estádio do Dragão.
 

Equipa de 2009-10 – De pé: Barroca, Éder, Hélder Cabral, Luís Nunes, Nuno Coelho e Berger. À frente: Sougu, Pedro Costa, Pedrinho, Tiero, e André Fontes.
 

Meia - Final da Taça da Liga – Dois mil adeptos apoiaram a equipa no Estádio do Dragão.
Época de 2010 - 11

Nesta época a Académica alcança a meia - final da Taça de Portugal tendo sido eliminada pelo Vitória de Guimarães: derrota por 1-0 em Guimarães a 3 de Fevereiro de 2011 e empate em Coimbra, 0-0, a 27 de Março de 2011.
 

Apresentação da equipa para a época de 2010 -11
 

Equipa de 2010 -11 – De pé: Peiser, Nuno Coelho, Miguel Fidalgo, Diogo Melo, Amoreirinha e Orlando. À frente: Sougu, Diogo Gomes, Pedrinho, Diogo Valente e Grilo.  
 
 

domingo, 5 de julho de 2015

Como vai ser a próxima época?



1 - A pré-época da Académica arranca na próxima segunda-feira sob o signo do clube estar impedido, por decisão da Comissão Executiva da Liga, de registar contratos de trabalho desportivo por falta de apresentação de certidões de não divida à Autoridade Tributária e à Segurança Social. Aguardemos os próximos episódios.
 
2 - A equipa da época anterior foi uma das piores, senão a pior, da última década. Dos jogadores que saíram um deles, Ricardo Esgaio, foi um dos melhores, senão o melhor, jogador da Académica da segunda volta. Marcos Paulo, apesar de alguma irregularidade exibicional, era um elemento que dava consistência ao meio-campo. Dos que ficaram, Marinho e Makonda vão continuar em recuperação, provavelmente, até Outubro.
As quatro contratações já anunciadas serão, em quantidade e qualidade, suficientes para mudar o paradigma da época anterior? Temos muitas dúvidas.
Gonçalo Paciência e Gelson Martins serão emprestados, respectivamente, pelo Porto e Sporting? Oxalá.
 
3 - A actual equipa técnica fez um trabalho notável entre a 22ª e a 27ª jornada da última época. As últimas sete jornadas deixaram muito a desejar, tanto no plano dos resultados como no exibicional.
Conseguirá esta equipa técnica, sem os estímulos emocionais e motivacionais que rodearam a sua entrada em funções, construir, enquadrar e liderar uma equipa competitiva? Não sabemos.
 
4 - No plano organizacional parece que tudo continua na mesma. A figura de um “team-manager”, indispensável no futebol de alta competição, não existe. E o Director Desportivo assumirá, de uma vez por todas e em pleno, as suas funções? Duvidamos.
 
5 - O Departamento Médico, que desde o falecimento do saudoso Dr. José Barros parece debater-se com múltiplos problemas, foi reorganizado e requalificado? Supomos que não
 
6 - O que vai acontecer, a curto prazo, à actual Direção, particularmente ao Presidente? Os sócios aprovaram em 17 de Fevereiro uma moção de censura ao Presidente. Em resposta José Eduardo Simões disse que iria reflectir sobre o resultado da votação.
Quatro meses e meio depois nem o Presidente comunicou que ilações tirou da sua suposta reflexão nem os proponentes da moção exigiram uma resposta. De um lado e doutro reina um silêncio ensurdecedor, que se manteve no Conselho Académico e na Assembleia Geral que se realizaram após o final da época desportiva, isto é quando a manutenção já estava garantida!
Esta situação recorda-me as célebres palavras proferidas em Novembro 1975 por um antigo primeiro-ministro português quando discursava durante uma manifestação e rebentaram granadas de fumo: “Calma, tenham calma. O povo é sereno. É só fumaça!”
 
7- Em conclusão, sem querermos assumir o papel de “profetas da desgraça” estamos pessimistas e tememos pelo que possa acontecer, no plano desportivo, na próxima época.

  

quinta-feira, 2 de julho de 2015

A Académica, as assistências e o bairrismo!


Na época 2014-15 dos 17 jogos efectuados pela Académica no Estádio Cidade de Coimbra apenas dois integraram o lote dos 100 jogos com maior assistência da Liga Portuguesa: Académica - Sporting (57º lugar do ranking) e Académica - Benfica (75º lugar).
Apenas estes dois desafios tiveram mais de 10.000 espectadores enquanto os restantes 15 não ultrapassaram 7.200. Destes 15 jogos apenas 2 tiveram mais de 5.000 espectadores enquanto 6 não ultrapassaram 3.000.
 


 

 

Na época de 2014-15 a média de espectadores dos jogos da Académica em casa foi de 4.666, cerca de um terço da média alcançada pelo Vitória de Guimarães e metade da atingida pelo Braga. Esta média baixa para 3521 espectadores se retirarmos do total acumulado da época as assistências dos jogos contra o Benfica, Porto e Sporting.
Analisando a evolução das médias desde a época de 2007 - 2008 verifica-se, com excepção de ligeiras alterações que se verificaram nas épocas 2007- 08, 2008 - 09 e 2011 - 12, que a média tem-se mantido relativamente estável.
 
 
Destes resultados importa sublinhar alguns aspectos.
Desde logo, a média muito baixa de espectadores nos jogos da Académica no Estádio Cidade de Coimbra, particularmente quando não se contabilizam os jogos do Benfica, Porto e Sporting. A média sem estes três jogos traduz, com ligeiras variações, o número de espectadores que são adeptos da Académica.
A significativa discrepância entre a média da Académica e as registadas pelo Guimarães e Braga e a média obtida na última época pelo Marítimo nos jogos em casa (4.511 espectadores) que foi muito próxima da média obtida pela Académica (4.666). Este facto é surpreendente porque, contrariamente ao que acontece com os jogos disputados no Estádio Cidade de Coimbra, no Funchal o contributo dado para as assistências pelos adeptos dos outros clubes, particularmente dos chamados três grandes, é, provavelmente, menor do que acontece em Coimbra.
 


 

Invocam-se muitas razões para justificar a diminuição do número de espectadores, fenómeno que não é exclusivo da Académica: horários dos jogos, transmissões televisivas, qualidade dos jogos, preço dos bilhetes e massificação dos chamados três grandes.
Observando os quadros não nos parece que o horário dos jogos e as transmissões televisivas tenham uma influência decisiva. Dos 17 jogos em casa, 7 realizaram-se ao domingo/feriado às 16/17 horas e 3 ao sábado 17/18 horas. Destes 10 jogos, 5 (4 ao domingo e 1 ao sábado) tiveram as piores assistências da época. No que se refere às transmissões televisivas, foram transmitidos 10 jogos e destes cinco tiveram das oito melhores assistências da época.
É óbvio que a qualidade do futebol praticado e os resultados obtidos pela Académica nas últimas épocas não constituem factores de atração de público. Por outro lado, a massificação dos chamados 3 grandes é um fenómeno antigo e o preço dos bilhetes é, no cômputo global, compensado pelas diversas campanhas de redução de preços/ofertas de bilhetes.
Não haverá, então, uma causa que possa explicar este afastamento da população de Coimbra relativamente aos jogos da Académica?
Supomos que sim. Um estudo, não recente, feito pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Leicester (U.K.) tem a resposta. Cerca de 50% dos inquiridos neste estudo responderam que é o orgulho local (“bairrismo”) que os leva a apoiar o seu clube.
 

.
Na realidade no futebol e, também, noutros domínios o que falta a Coimbra é, simplesmente, orgulho local, bairrismo, amor-próprio, autoestima!

 

 

 

 

 

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Viagem no Tempo - A longa travessia do deserto!


Abril de 1995: o Congresso da Briosa

O primeiro e, até agora, único  Congresso da Briosa, que contou com mais de quinhentos participantes, realizou-se no dia 1 de Abril de 1995 no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, tendo constituído um dos acontecimentos mais relevantes da História da Académica na década de 90.
No documento de apresentação deste Congresso escrevia-se que o seu grande objectivo era “saber o que tem de mudar entre nós para que jamais nos mudem a nós” tendo esta reunião de reflexão sobre a estratégia do OAF decorrido sobre três grandes linhas orientadoras: reencontrar os caminhos das vitórias; afirmar a Académica como o quarto clube nacional; preparar o futuro assumindo o passado.


Época de 1996-97

Na época de 1996-97 a Académica, treinada por Vítor Oliveira, fica em 3º lugar no Campeonato Nacional da 2ª divisão, alcançando a subida de divisão, nove anos após ter sido despromovida (época de 1987-88). Foi longa e penosa a travessia do deserto!
A duas jornadas do final do campeonato (1/6/1997) o Municipal de Coimbra recebeu 25.000 adeptos que viram a Académica derrotar o Estoril por 3-0 assegurando o desejado regresso à primeira divisão.



Febras faz explodir um estádio em ebulição ao apontar, de grande penalidade, o primeiro golo contra o Estoril.(1/6/1997)

 

A invasão do relvado e a festa no final do jogo (1/6/1997)
 
Época de 2001-2002

Três anos após ter, novamente, caído na 2ª divisão a Académica volta a subir (2º lugar na IIª Liga), agora sob o comando de João Alves. Na última jornada venceu, no Municipal de Coimbra, a Naval por 2-1 e garantiu o acesso à primeira divisão.
 

Académica 2 - Naval 1 (5/5/2002) De pé: Dário, Luís Cláudio, Dyduch, Kybuey, Tonel e Márcio Santos. À frente: Lucas, Tó Sá, Vital, Pedro Hipólito e Alhandra.

 

A festa da subida com Campos Coroa, à época Presidente da Direção, no centro dos festejos.

 
 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Viagem no Tempo - O dia em que a Académica voltou a ser Académica!


Época de 1982-83

Na época de 1982-83 o CAC, que disputava a 2ª divisão, atingiu as meias-finais da Taça de Portugal tendo sido eliminado pelo Porto após ter sido copiosamente derrotado por 9 -1.
Para chegar às meias - finais o CAC, então treinado por Mário Wilson, eliminou o Vasco da Gama (6-0), Rio Ave (4-0), Guimarães (0-0 e 3-2), Esperança de Lagos (4-1) e Arcos de Valdevez (2 -1).
De pé: Jacinto João, Marconi, José Freixo, Eldon e Germano. À frente: Aquiles, Tomás, Paulo Ferreira, Rosado, Freitas e Parente.

Época de 1983-84

Na época de 1983-84, sob o comando de Vasco Gervásio, o CAC conquista a Zona Centro do Campeonato Nacional da 2ª divisão e regressa, de novo, á competição principal.
De pé: Alexandre, Reis, Ângelo, Parente, e Vítor Nóvoa. À frente: Aquiles, Coimbra, Isalmar, Tomás, Camegim, e Ribeiro



A festa da subida a 6 de Maio de 1984 após a vitória do CAC sobre o União de Coimbra por 3-2

Época de 1984-85

27 de Julho de 1984: o dia em que a Académica voltou a ser Académica!


Não foi só regresso à primeira divisão que marcou a época de 1984-85. No dia 27 de Julho de 1984 Ricardo Roque Presidente da D.G. da AAC e Jorge Anjinho, Presidente do CAC, assinam o protocolo que extingue o CAC e promove a sua integração na AAC como Organismo Autónomo de Futebol (OAF).Dez anos após a extinção da Secção de Futebol a Académica volta a ser Académica!


                             Morreu o Académico! Viva a Académica! (vídeo da assinatura do protocolo) 


O cumprimento entre Ricardo Roque e Jorge Anjinho

Como titulava o Expresso na sua edição de 18 de Agosto de 1984 “A Académica ressuscitou” e o facto, como se assinalava nesta crónica, ultrapassava o mero fenómeno desportivo.


Edição do Expresso de 18 de Agosto de 1984

O jogo oficial de estreia da AAC/OAF no Campeonato Nacional da 1ª divisão realizou-se em 25 de Agosto de 1984 em Penafiel tendo a Académica vencido por 3-0.
De pé: Francisco Silva, Carlos Ribeiro, Flávio, Rolão, Germano e Porfirio. À frente: Marrafa, Pedro Xavier, Tomás, Ribeiro e Barry  ( Académica-Benfica, 14 de Abril de 1985)

Nasce a Mancha Negra


Apresentação publica da Mancha Negra a 3 de Março de 1985
A 3 de Março de 1985 nasceu a Mancha Negra que resultou da fusão de três grupos de apoio á Académica já extintos, “Solum Power”,”Força Negra” e “Maré Negra”, sendo o seu nome inspirado na popular personagem de Walt Disney, o Mancha Negra. Apresentou-se publicamente no dia em que nasceu, num jogo contra o Sporting de Braga.


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Viagem no Tempo - Equipas que fizeram história (74-75 a 79-80)


Época de 1974-75

O recém-constituído Clube Académico de Coimbra estreia-se na 1ª divisão a 8 de Setembro de 1974 perdendo em Coimbra contra o Oriental por 1-0. A época não corre bem, mas o CAC, que acaba o campeonato em 14º lugar, acaba por manter-se na 1ª divisão após ter alcançado o 2º lugar na liguilha.

 De pé: Martinho, Araújo, José Freixo, Gervásio, Belo e Melo. À frente. Vítor Campos, Daniel, Vala, Rogério e Costa.
 
 
Época de 1976-77

O CAC classifica-se em 5º lugar no Campeonato Nacional com o mesmo número de pontos do 4º classificado (Boavista), lugar que lhe teria dado acesso às competições europeias.
 

 De pé: Brasfemes, A. Alhinho, Rachão, Gervásio, Martinho e Hélder. À frente: José Freixo, Gregório, Joaquim Rocha, Rogério e Costa.
 
 

Época de 1979-80

Após ter sido despromovido na época anterior, o CAC, vencedor da Zona Centro e 2º classificado na fase final do Campeonato Nacional da 2ª divisão da época de 1979-80, regressa à primeira divisão.



Eldon, Pedro Gomes (treinador), Miguel, Cardoso, Álvaro, Nicolau, Rogério, Nobre, Gomes, José Manuel, Luís Freixo, Freitas Aquiles, Brasfemes, Araújo, Rogério, Melo e Henriques