somos briosa

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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Viagem no Tempo - A longa travessia do deserto!


Abril de 1995: o Congresso da Briosa

O primeiro e, até agora, único  Congresso da Briosa, que contou com mais de quinhentos participantes, realizou-se no dia 1 de Abril de 1995 no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, tendo constituído um dos acontecimentos mais relevantes da História da Académica na década de 90.
No documento de apresentação deste Congresso escrevia-se que o seu grande objectivo era “saber o que tem de mudar entre nós para que jamais nos mudem a nós” tendo esta reunião de reflexão sobre a estratégia do OAF decorrido sobre três grandes linhas orientadoras: reencontrar os caminhos das vitórias; afirmar a Académica como o quarto clube nacional; preparar o futuro assumindo o passado.


Época de 1996-97

Na época de 1996-97 a Académica, treinada por Vítor Oliveira, fica em 3º lugar no Campeonato Nacional da 2ª divisão, alcançando a subida de divisão, nove anos após ter sido despromovida (época de 1987-88). Foi longa e penosa a travessia do deserto!
A duas jornadas do final do campeonato (1/6/1997) o Municipal de Coimbra recebeu 25.000 adeptos que viram a Académica derrotar o Estoril por 3-0 assegurando o desejado regresso à primeira divisão.



Febras faz explodir um estádio em ebulição ao apontar, de grande penalidade, o primeiro golo contra o Estoril.(1/6/1997)

 

A invasão do relvado e a festa no final do jogo (1/6/1997)
 
Época de 2001-2002

Três anos após ter, novamente, caído na 2ª divisão a Académica volta a subir (2º lugar na IIª Liga), agora sob o comando de João Alves. Na última jornada venceu, no Municipal de Coimbra, a Naval por 2-1 e garantiu o acesso à primeira divisão.
 

Académica 2 - Naval 1 (5/5/2002) De pé: Dário, Luís Cláudio, Dyduch, Kybuey, Tonel e Márcio Santos. À frente: Lucas, Tó Sá, Vital, Pedro Hipólito e Alhandra.

 

A festa da subida com Campos Coroa, à época Presidente da Direção, no centro dos festejos.

 
 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Viagem no Tempo - O dia em que a Académica voltou a ser Académica!


Época de 1982-83

Na época de 1982-83 o CAC, que disputava a 2ª divisão, atingiu as meias-finais da Taça de Portugal tendo sido eliminado pelo Porto após ter sido copiosamente derrotado por 9 -1.
Para chegar às meias - finais o CAC, então treinado por Mário Wilson, eliminou o Vasco da Gama (6-0), Rio Ave (4-0), Guimarães (0-0 e 3-2), Esperança de Lagos (4-1) e Arcos de Valdevez (2 -1).
De pé: Jacinto João, Marconi, José Freixo, Eldon e Germano. À frente: Aquiles, Tomás, Paulo Ferreira, Rosado, Freitas e Parente.

Época de 1983-84

Na época de 1983-84, sob o comando de Vasco Gervásio, o CAC conquista a Zona Centro do Campeonato Nacional da 2ª divisão e regressa, de novo, á competição principal.
De pé: Alexandre, Reis, Ângelo, Parente, e Vítor Nóvoa. À frente: Aquiles, Coimbra, Isalmar, Tomás, Camegim, e Ribeiro



A festa da subida a 6 de Maio de 1984 após a vitória do CAC sobre o União de Coimbra por 3-2

Época de 1984-85

27 de Julho de 1984: o dia em que a Académica voltou a ser Académica!


Não foi só regresso à primeira divisão que marcou a época de 1984-85. No dia 27 de Julho de 1984 Ricardo Roque Presidente da D.G. da AAC e Jorge Anjinho, Presidente do CAC, assinam o protocolo que extingue o CAC e promove a sua integração na AAC como Organismo Autónomo de Futebol (OAF).Dez anos após a extinção da Secção de Futebol a Académica volta a ser Académica!


                             Morreu o Académico! Viva a Académica! (vídeo da assinatura do protocolo) 


O cumprimento entre Ricardo Roque e Jorge Anjinho

Como titulava o Expresso na sua edição de 18 de Agosto de 1984 “A Académica ressuscitou” e o facto, como se assinalava nesta crónica, ultrapassava o mero fenómeno desportivo.


Edição do Expresso de 18 de Agosto de 1984

O jogo oficial de estreia da AAC/OAF no Campeonato Nacional da 1ª divisão realizou-se em 25 de Agosto de 1984 em Penafiel tendo a Académica vencido por 3-0.
De pé: Francisco Silva, Carlos Ribeiro, Flávio, Rolão, Germano e Porfirio. À frente: Marrafa, Pedro Xavier, Tomás, Ribeiro e Barry  ( Académica-Benfica, 14 de Abril de 1985)

Nasce a Mancha Negra


Apresentação publica da Mancha Negra a 3 de Março de 1985
A 3 de Março de 1985 nasceu a Mancha Negra que resultou da fusão de três grupos de apoio á Académica já extintos, “Solum Power”,”Força Negra” e “Maré Negra”, sendo o seu nome inspirado na popular personagem de Walt Disney, o Mancha Negra. Apresentou-se publicamente no dia em que nasceu, num jogo contra o Sporting de Braga.


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Viagem no Tempo - Equipas que fizeram história (74-75 a 79-80)


Época de 1974-75

O recém-constituído Clube Académico de Coimbra estreia-se na 1ª divisão a 8 de Setembro de 1974 perdendo em Coimbra contra o Oriental por 1-0. A época não corre bem, mas o CAC, que acaba o campeonato em 14º lugar, acaba por manter-se na 1ª divisão após ter alcançado o 2º lugar na liguilha.

 De pé: Martinho, Araújo, José Freixo, Gervásio, Belo e Melo. À frente. Vítor Campos, Daniel, Vala, Rogério e Costa.
 
 
Época de 1976-77

O CAC classifica-se em 5º lugar no Campeonato Nacional com o mesmo número de pontos do 4º classificado (Boavista), lugar que lhe teria dado acesso às competições europeias.
 

 De pé: Brasfemes, A. Alhinho, Rachão, Gervásio, Martinho e Hélder. À frente: José Freixo, Gregório, Joaquim Rocha, Rogério e Costa.
 
 

Época de 1979-80

Após ter sido despromovido na época anterior, o CAC, vencedor da Zona Centro e 2º classificado na fase final do Campeonato Nacional da 2ª divisão da época de 1979-80, regressa à primeira divisão.



Eldon, Pedro Gomes (treinador), Miguel, Cardoso, Álvaro, Nicolau, Rogério, Nobre, Gomes, José Manuel, Luís Freixo, Freitas Aquiles, Brasfemes, Araújo, Rogério, Melo e Henriques

 

 

 

domingo, 31 de maio de 2015

Viagem no Tempo - Equipas que fizeram história (1972-73, 1973-74 e a extinção da Secção de Futebol)


Época de 1972-73

Campeã Nacional da 2ª divisão

Na época de 1972-73 a Académica venceu o Campeonato Nacional da 2ª divisão tendo regressado, logo na época seguinte a ter sido despromovida, ao principal campeonato português.
Começou por vencer a Zona Norte da 2ª divisão com 13 pontos de vantagem sobre o 2º classificado (Varzim) e 15 pontos sobre o 3º (Braga) o que lhe garantiu a presença na final. Esta disputou-se a 3 de Junho de 1973 no Estádio do Bonfim e a Académica derrotou o Olhanense, vencedor da Zona Sul, por 1-0 com um golo de Manuel António, sagrando-se Campeã Nacional da 2ª divisão.


Uma das equipas da época 72-73. De pé: Bacanhim, Martinho, José Freixo, Simões, Belo e Melo. À frente:Luis Eugénio, António Jorge, José Manuel, Oliveira Duarte e Serafim. (Treinador: Fernando Vaz)
 
A euforia com o regresso à 1ª divisão


A equipa com as faixas de campeã. De pé: Marques, João Moreno (Presidente da Académica), Cardoso, Simões, Vala, José Freixo, Gervásio, Melo, Belo, Valido, Fernando Vaz (treinador), Francisco Soares (médico) e Luís Eugénio. À frente: Gregório, Vítor Campos, Manuel António, Mário Campos, José Manuel, Pinho, António Jorge, Oliveira Duarte e Serafim.

 


1973-74
 
A extinção da Secção de Futebol da AAC e a “refundação” do CAC
 

 
O regresso à primeira divisão não foi muito tranquilo e a Académica, apenas, se libertou do espectro de disputar a liguilha nos dois últimos jogos.
Todavia, o final desta época desportiva ficou marcado por lamentáveis acontecimentos extra-desportivos.
O dia 20 de Junho de 1974 foi, provavelmente, o dia mais negro da história do futebol da Académica. Uma Assembleia Magna manipulada por pseudo- revolucionários capitaneados por um tal Carlos Alberto Ferreira Amorim, então Presidente da Direção-Geral da AAC e membro da União dos Estudantes Comunistas (UEC), aprovou uma proposta da Direção-Geral que extinguiu a Secção de Futebol com o argumento de que esta não funcionava de acordo com os princípios do amadorismo que regiam as restantes secções.
No entanto o Plenário da Secção de Futebol reunido na véspera desta Assembleia Magna tinha aprovado a “refundação” do Clube Académico de Coimbra (CAC) que já tinha existido no século XIX.
Após dois meses de reuniões, manifestações, recursos e as mais variadas pressões sobre o poder político da altura e sobre os órgãos jurisdicionais da FPF, a 17 de Agosto de 1974 o Conselho Superior de Justiça da FPF revoga as suas decisões anteriores e aceita o Clube Académico de Coimbra como legítimo sucessor da extinta Secção de Futebol da AAC, com os inerentes direitos desportivos. Estava consumada a transformação da Secção de Futebol da AAC em Clube Académico de Coimbra.
 
Sede do CAC nos Arcos do Jardim, hoje Restaurante Clube de Memórias
 

 
 
 
 
 

 

 
 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

A Académica e a nova época: retocar ou reformular?



A análise dos números das últimas 13 épocas, 2002-03 a 2014-15, comprova a mediocridade do desempenho desportivo da Académica na última temporada.
Se compararmos os resultados obtidos em 2014-15 com os obtidos nas 12 épocas anteriores verifica-se que na última época se registou a pior média de pontos por jogo (0,85), o menor número de vitórias (4), o menor número de vitórias em casa (1), a média mais baixa de golos marcados por jogo (0,77) e a maior diferença entre golos marcados e sofridos (-20)! O pleno (!) só não foi atingido porque em 6 épocas a média de golos sofridos por jogo foi ligeiramente superior à de 2014-15.
É óbvio que Académica não foi despromovida porque Viterbo fez 11 pontos nos primeiros 5 jogos em que orientou a equipa, mas, também, porque três equipas, duas das quais desceram de divisão, conseguiram fazer, ainda, pior.
José Viterbo recuperou uma equipa descrente, desmotivada, desgarrada e apática e transmitiu-lhe a força, o querer e a garra para lutar pela manutenção e conseguiu-o. Foi, indiscutivelmente, o grande obreiro desta conquista.
Alcançada a manutenção e reiteradamente manifestado o reconhecimento que é devido a José Viterbo, impõe-se que analisemos, sem paixões nem facciosismos, os números, os tais que não mentem, obtidos por José Viterbo.
José Viterbo orientou a equipa em 13 jogos, obteve 14 pontos (3 vitórias, 5 empates e 5 derrotas), 14 golos marcados e 19 sofridos. Entre a jornada 22ª e a 26ª alcançou 11 pontos (3 vitórias, 2 empates), média de 2,2 pontos por jogo, 7 golos marcados e 3 sofridos. Entre a 27ª e a 34ª obteve, apenas, 3 pontos (3 empates, 5 derrotas), média de 0,38 pontos por jogo, 7 golos marcados e 16 sofridos.
Como os números mostram o tal “efeito Viterbo”, isto é os aspectos motivacionais desencadeados pela sua liderança, esfumou-se a partir da 27ª jornada. Nada disto surpreende porque a equipa tinha grandes limitações que, naturalmente, não desapareceram com a simples mudança do treinador.
Pelo contrário, o que surpreende e, sobretudo, preocupa, são algumas declarações recentes de José Viterbo. Durante a semana passada Viterbo desdobrou-se em entrevistas (RTP, Diário de Coimbra, As Beiras, Record) e em todas ressalta uma ideia base: “Precisamos de fazer apenas uns retoques (na equipa) ”.
De acordo com o Dicionário de Língua Portuguesa, retocar significa limar, corrigir, aperfeiçoar. Como é possível limar, corrigir ou aperfeiçoar uma das piores, senão a pior, equipas da Académica das últimas 13 épocas? Retocar? Não! Reformular? Sim!
Não queremos uma nova edição da época 2014-15! Não queremos uma nova época de calculadora na mão à espera dos desaires dos outros! Basta de tanto sofrimento! É altura de a Académica se assumir como equipa da 1ª Liga que luta
por outros objectivos que não são, apenas, a manutenção!
 

 

 

 

 
 

 

 

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Viagem no Tempo - Equipas que fizeram história (1971-72)



Época de 1971-72

Da Europa ao “inferno”

A Académica, fruto do 5º lugar obtido na época anterior (1970-71), participou na recém - criada Taça UEFA tendo sido eliminada na primeira eliminatória pelos ingleses do Wolverhampton. Derrotada em Inglaterra por 3-0, perde em Coimbra por 4 -1.
No Campeonato Nacional ficou em penúltimo lugar tendo descido de divisão, pela 2ª vez na sua história. Encerrava-se, assim, o ciclo mais longo de permanência consecutiva na 1ª divisão, de 1948 a 1972.



Cartaz alusivo ao jogo com o Wolverhampton


Bem-vindos ao Estádio de Molineux


Bilhete para o jogo


Equipa da Académica que jogou em Wolverhampton (reportagem do jornal inglês Sporting Star)




Descrição dos jogadores da Académica (reportagem do jornal inglês Sporting Star)

A minha homenagem ao Vítor Campos (reportagem do jornal inglês Sporting Star)