somos briosa

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terça-feira, 17 de março de 2015

Viterbo e as Vitórias devolvem encanto a Coimbra!


Primeira página de A Bola de 16 de Março
A vitória da Académica no passado domingo representou três importantes pontos na luta pela manutenção. Foi, também, a terceira vitória em quatro jogos consecutivos e a primeira vitória em casa desde 30 de Março de 2014 (!).Foi, sobretudo, o reencontrar da equipa consigo própria e com os seus adeptos.
Não sei se José Viterbo é um mestre da táctica. Não sei se José Viterbo encontrou as posições mais adequadas para os jogadores que tem ao seu dispor. Não sei se José Viterbo é um excelente treinador, a quem só muito tardiamente foi dada uma oportunidade para se afirmar nos campeonatos profissionais. Não sei nem, neste momento, nada disto me interessa!
Em contrapartida sei, todos nós sabemos, que no espaço de quatro semanas José Viterbo recuperou uma equipa descrente, desmotivada, desgarrada e apática e transmitiu-lhe a força, o querer e a garra para lutar pelas vitórias como foi patente nos últimos quatro jogos.
José Viterbo conseguiu isto porque é, genuinamente, um homem da Académica. Um homem que sente e vive o carisma, a mística e a grandeza desta instituição e, por isso teve a arte e o engenho de transmitir e incutir estes sentimentos nos seus jogadores, que, embora sendo profissionais são, também, homens com sensibilidade e sentimentos.
Recordo, a este propósito, as palavras de Marinho publicadas no site de A Bola em 6 de Março: “O aspecto mais importante desta mudança (referindo-se à substituição do treinador) foi a confiança que passámos a ter e a onda que o mister ajudou a despertar”.
Académica - Nacional: foi notório o espirito de união que existe na equipa
Mas, se os aspectos motivacionais são importantes e foram, indiscutivelmente, marcantes nesta recuperação, não menos relevantes são os números, porque estes não mentem embora os mentirosos fabriquem números.
À 21ª jornada, isto é quando Paulo Sérgio foi despedido, a Académica tinha 15 pontos, uma vitória, 12 golos marcados e 27 sofridos. Em quatro jornadas, 21ª à 25ª, conquistou 10 pontos, obteve 3 vitórias, marcou 7 golos e sofreu 4. Quando se faz esta comparação, conclui-se, necessariamente, que tem que haver mais qualquer coisa do que, apenas, motivação!
Nestas coisas do futebol, particularmente em Coimbra, não pode deixar de existir, também, alguma dose de humor e ironia.
Foi, precisamente, com este estado de espírito que, no passado sábado, li as declarações, publicadas na imprensa, do Vice-Presidente da Académica, Luís Godinho: ”Vejam no nosso site e procurem quem é que está na equipa técnica. Não estamos admirados com os resultados de Viterbo”.
Sábias (!) e oportunas (!) palavras proferidas quatro semanas após a Direção ter pedido a José Viterbo para orientar, transitoriamente, a equipa no jogo contra o Estoril e depois de se terem obtido sete pontos em três jogos.
José Viterbo foi, assim, confirmado como treinador principal da Académica até final da época, através de uma tímida e discreta inscrição do seu nome na composição da equipa técnica que figura no site oficial do clube, mas sem direito a qualquer declaração oficial por parte da Direção.
A isto chama-se estratégia motivacional e gestão de expectativas, ambas desenvolvidas em tempo oportuno e de forma adequada !!!

sexta-feira, 13 de março de 2015

Viagem no Tempo - Equipas que fizeram história (1939)

Equipa vencedora da Taça de Portugal de 1939 


No dia 25 de Junho de 1939, no Campo das Salésias (Lisboa), perante 30.0000 espectadores a Académica venceu o Benfica por 4-3, com golos de Pimenta, Alberto Gomes e Arnaldo Carneiro (2), conquistando a primeira Taça de Portugal da história desta competição.
Para chegar à final a Académica eliminou nos oitavos-de-final o Sporting da Covilhã (5-2 e 3-2), quartos-de-final o Académico do Porto (5-3 e 2-1) e meias-finais o Sporting (0-2 e 5-2).



De pé: Faustino, Abreu (não utilizado), Tibério, José Maria Antunes, Peseta (não utilizado), Octaviano, Portugal, Albano Paulo (treinador), César Machado e António Marques (massagista). À frente: Manuel da Costa, Alberto Gomes, Arnaldo Carneiro, Nini e Pimenta.

De acordo com o regulamento das competições oficiais era obrigatório fazer, antes do início dos jogos, a saudação de braço estendido desde que na tribuna estivessem membros do Governo ou oficiais superiores das Forças Armadas.



Os jogadores de capas traçadas

O Campo das Salésias cheio de publico
Arnado Carneiro conduz uma jogada de ataque da Académica
Martins, guarda-redes do Benfica, defende a soco
A festa no final
A festa nas ruas de Coimbra pela conquista da Taça

                                                                     
Notas da imprensa da época



























terça-feira, 10 de março de 2015

A 510ª Vitória na Primeira Liga


A vitória no passado domingo contra o Moreirense foi a 3ª vitória na Liga 2014-15, o 6º jogo
consecutivo sem perder, mais três pontos na luta pela manutenção e, estamos convictos, o consolidar de uma recuperação iniciada no jogo contra o Estoril. O pragmatismo de José Viterbo na antevisão do jogo contra o Moreirense, "o mais importante não é tanto jogar bem, mas ganhar", confirmou-se!
O resultado de  Moreira de Cónegos assinala, também, a vitória 510 da Académica na Primeira Liga / Primeira Divisão. Apenas, mais oito clubes (Benfica, Porto, Sporting, Belenenses, Guimarães, Setúbal, Braga e Boavista) conseguiram atingir a marca de meio milhar de vitórias na Primeira Liga.
A primeira vitória da Académica na principal competição do futebol português, verificou-se  em 31/3/1935 no Campo de Santa Cruz ao vencer o Académico do Porto por 2-1, com golos de Portugal e Pimenta.
 
Equipa que obteve a 1ª vitória na 1ª Liga em 1934-35
A 100ª vitória ocorreu em 2/11/1952, 1-0 contra o Braga num jogo realizado em Braga, com um golo de Bentes.
200ª vitória foi contra o Belenenses no Municipal de Coimbra em 8/12/1963, com um golo de Torres.
Equipa que derrotou o Belenenses na vitória 200
A 300ª vitória deu-se em 31/10/1971, 3-2 contra o Porto no Estádio das Antas, com golos de Mário Campos e Manuel António (2), que garantiu a vitória marcando aos 89 minutos.

Equipa de 1971-72 que obteve a vitória 300
A 400ª vitória aconteceu no dia 30/11/1997 no Estádio do Bonfim, 1-0 contra o Vitória de Setúbal com um golo de Miguel Vargas.

Equipa de 1997-98 que obteve a vitória 400
A 500ª vitória ocorreu em 25/10/2013, 1-0 contra o Braga em  jogo realizado  no Municipal de Braga, com um golo de Fernando Alexandre.

Golo de Fernando Alexandre na vitória 500
A 510ª vitória aconteceu, no passado domingo, 80 anos após a estreia na 1ª Liga, 2-0 contra o Moreirense, com golos de Rui Pedro.

Rui Pedro felicitado num dos golos da vitória 510

sexta-feira, 6 de março de 2015

Viagem no Tempo - Equipas que fizeram história (1922-23,1934-35)


Equipa finalista do Campeonato de Portugal em 1922-23

A Académica foi finalista da 2ª edição do Campeonato de Portugal que se disputava pelo sistema de eliminatórias. Participaram nesta edição seis campeões regionais: Braga, Porto, Académica, Sporting, Lusitano F.C. de V. Real de Stº. António e Marítimo. 
Na 1ª e 2ª eliminatórias a Académica venceu, respectivamemte, o Braga por 2 -1, jogo disputado em 3/6/1923 no Campo do Bessa (Porto) e o Lusitano F.C. por 3 -2 (após prolongamento), jogo realizado em 10/6/1923 no Campo Grande (Lisboa). Nas meias-finais, que ocorreram em 17/6/1923 no Campo da Palhavã (Lisboa), venceu o Marítimo por 2 -1.
A final jogou-se no dia 24 de Junho de 1923 no Santo Estádio em Faro, tendo a Académica perdido com o Sporting por 3 -0.
Neste jogo a Briosa apresentou a seguinte equipa: João Ferreira, Júlio Ribeiro Costa (cap.),Francisco Prudêncio, Joaquim Miguel, Teófilo Esquível, António Galante, Guedes Pinto, Armando Batalha, Augusto Paes, Gil Vicente e José Neto. A função de treinador foi assumida por Teófilo Esquível.


Equipa que disputou a final do Campeonato de Portugal em 1923



Estreia no Campeonato da 1ª Liga em 1934-35

Na época de 1934-35 disputou-se, pela primeira vez, o Campeonato da 1ª Liga, que a partir de 1938-39 deu lugar ao Campeonato Nacional da 1ª Divisão, renomeado em 1999 de Primeira Liga.
Esta primeira edição foi disputada por 8 equipas (4 de Lisboa, 2 do Porto, 1 de Coimbra e 1 de Setúbal) tendo sido introduzido o sistema de competição a duas voltas e o método de pontuação. A Académica ficou em último lugar com 3 pontos (14 jogos, 1 vitória, 1 empate,14 golos marcados e 49 sofridos). Felizmente não havia despromoções e na época seguinte a Académica voltou a disputar o Campeonato da 1ª Liga.


Equipa de 1934-35. De pé: Tibério, Rui Cunha, Faustino, Correia, Gago, Abreu, Portugal e José Maria Antunes. À frente: Pascoal, Cristóvão e Mário Cunha


segunda-feira, 2 de março de 2015

Parabéns Mancha Negra pelo 30º aniversário!


Amanhã, a Mancha Negra completa 30 anos de vida. Fundada a 3 de Março de 1985 resultou da fusão de três grupos de apoio á Académica já extintos, “Solum Power”,”Força Negra” e “Maré Negra”, sendo o seu nome inspirado na popular personagem de Walt Disney, o Mancha Negra.
Apresentou-se publicamente, precisamente, no dia em que nasceu num jogo contra o Sporting de Braga.
Em 11 de Maio de 1985, cerca de três meses após a fundação, organizou em Coimbra, conjuntamente com os “Comando de Minerva” outro grupo de apoio à Académica já desaparecido, o 1º Congresso das Claques de Clubes de Futebol Portugueses, assumindo, também, a organização do 3º Congresso em 9 de Dezembro de 1987. Do seu historial consta, também, ter sido a primeira claque a utilizar espectáculos de fogo de artifício nas bancadas dos estádios portugueses.
Para comemorar o 20º aniversário editou um livro,“20 anos, 20 viagens”, que relata a história dos 20 anos da Mancha Negra e o seu espirito ultra.
 
 
Em Coimbra ou na Madeira, em Moreira de Cónegos ou em Telavive, em Barcelos ou em Madrid, faça chuva ou sol, na 1ª ou na 2ª Liga, não há jogo da Briosa onde a Mancha não esteja presente.
Mas, a Mancha é mais do que uma claque. As suas acções na área social tornam-na uma claque diferente preocupada com os excluídos e marginalizados pela sociedade.
No prefácio do livro “20 anos, 20 viagens”, o saudoso Fausto Correia, antigo Presidente da AAC/OAF, escreveu: “sem a Mancha a AAC não era a mesma”. Esta frase traduz, de forma lapidar, a importância que a Mancha Negra  tem  na Académica.
Parabéns Mancha Negra pelo 30º aniversário! Obrigado pelo vosso apoio sem limites à Académica! Em ti passo o dia a pensar e o teu nome vou gritar... AAC! AAC! AAC!

 

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Viagem no Tempo - Equipas que fizeram história (1913)


Desde 1911, data em que há o primeiro registo fotográfico de uma equipa de futebol da Académica, até aos dias de hoje todas as equipas (Secção de Futebol, CAC, OAF) contribuíram para uma história impar tão bem retratada nessa magnifica obra intitulada “Académica. História do Futebol”, da autoria de João Santana e João Mesquita.
Todavia, em nossa opinião, apenas algumas destas equipas fizeram história.  Nesta      "Viagem pelo Tempo” as escolhas que fizemos não são, nem poderiam ser, consensuais. Mas, mais importante que as escolhas é recordarmos os êxitos do passado (também houve tristezas e insucessos!) para podermos pensar e projectar o futuro.

1913 - O primeiro título oficial
Taça Monteiro da Costa
 
A 9 de Março de 1913, está a fazer 102 anos, a Académica venceu o F.C.Porto por 3-1 num jogo realizado no Campo da Constituição, conquistando a 3ª Taça Monteiro da Costa, para muitos conhecida como o Campeonato do Norte.
Foi o 1º título oficial conquistado pela Académica que neste jogo apresentou a seguinte equipa: Picão Caldeira, Moniz Pereira, Sérgio Pereira, Raimundo Vieira, Borja Santos (cap.), Filipe Mendes, Alcino Rodrigues, Carlos Sampaio, Honorato Pereira, Renato Costa, e Natividade Coelho
No conjunto das seis edições desta prova, a Académica foi a única equipa, além do Futebol Clube do Porto, a conquistar o troféu.

Equipa da Académica 
 
A assistência





 
 
 
 
 
 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A questão do treinador. José Viterbo ou outra opção ?

 
A Académica não ganhava desde a 6ª jornada realizada em 27 de Setembro do ano passado. Foram necessários cinco meses e 14 jornadas para que acontecesse uma nova vitória! Foi preciso rescindir com Paulo Sérgio, para ganhar um jogo e iniciar a recuperação na tabela classificativa rumo à manutenção na 1ª Liga.
José Viterbo assumiu, transitoriamente, a orientação da equipa e ganhou. Não é por isso que é o melhor treinador do mundo ou o “miraculoso salvador” da Académica. Apenas, provou-se à saciedade que a Gerência da SDUQ persistiu, durante semanas, numa lamentável teimosia e que os adeptos tinham razão quando, reiteradamente, exigiam a demissão de Paulo Sérgio.
Na semana passada o tema da contratação do novo treinador proporcionou à imprensa um guião digno de uma “telenovela mexicana”. Domingos Paciência, Fernando Couto, Capucho, Costinha, Dauto Faquirá, José Peseiro, Manuel José, Lito, etc., etc., foram, sucessivamente, referenciados como potenciais treinadores da Académica.
Num dia Domingos reunia as preferências, no dia seguinte estas já se tinham transferido para Couto ou Capucho, noutro dia era a vez de um jornal escrever que Costinha tinha recusado, noutro, ainda, Lito admitia ter tido contactos indirectos com a Académica.
Em que situação ridícula foi colocada a Académica! Se tivesse havido bom senso Paulo Sérgio tinha sido demitido a seguir ao jogo com o Penafiel disputado em 21 Dezembro e, nessa altura, sem o espectro da despromoção a pairar no horizonte, certamente este triste espectáculo não teria ocorrido.
E agora? Depois desta novela que outros nomes estarão, ainda, disponíveis?
Por outro lado, estará criado um clima emocional, em torno do nome de José Viterbo a que se associa um conjunto de factores inerentes ao próprio, que, neste momento, parecem tornar difícil outra solução.
O clima emocional resulta da vitória sobre o Estoril. Os sócios estavam, cada vez mais, descrentes e esta vitória, que fica indiscutivelmente associada ao nome de José Viterbo, renovou a esperança de que a manutenção é possível. Basta ter estado no Estoril ou ver as redes sociais para nos apercebermos deste clima.
Os outros factores decorrem do próprio José Viterbo. É um homem que conhece e sente a Académica, tem a coragem de assumir este cargo num momento particularmente difícil, mostra humildade ao aceitar o lugar sabendo que terá sido a última escolha e tem um enorme estímulo adicional pelo facto de poder ter pela frente, provavelmente, o maior desafio da sua vida, que é manter a Briosa na 1ª Liga.
Como interpretar, então, o silêncio dos responsáveis da Académica sobre um assunto tão importante como este: José Viterbo ou outra escolha? Será, apenas indefinição? Ou, simplesmente, prudência? Ou, já existiria outra alternativa que perante o resultado de domingo e, sobretudo, face ao ambiente criado em torno de José Viterbo vai obrigar a um recuo? Aguardemos os próximos episódios.